(casal de milicianos na Revolução Espanhola)"Todo mundo tem que viver uma grande Paixão e uma possibilidade de Revolução."
Esses dias zanzando pela internet encontrei essa frase, estava creditada a Marilena Chaui, apesar de não ter opiniões das mais simpáticas sobre a autora, a frase me chamou atenção, e acredito ser um bom conselho.
Pra mim o processo revolucionario (entendendo ele como um acirramento da luta "explorados x exploradores") não tem em si um grande caráter de paixão, porém nós, revolucionários, como um conjunto de individuos não podemos negar nosso caráter apaixonado que nos move e como isso muita vezes se transporta pra nossa vida sentimental.
Apesar de diversos setores da esquerda (mesmo da revolucionária) negarem seu caráter romântico e se pretenderem puramente ciêntificos, não conseguem esconder esse lado, nem com os maiores esforços que fazem nesse sentido, ora, todos nós queremos ter aquela sensação do impossivel se tornar cotidiano, das explosões do espirito como chamou Osugi Sakae, isso não significa limitar a luta nesse aspecto, também a é claro que o estudo criterioso da sociedade atual e da que almejamos é necessario, mas a qeustão é o que nos move de fato no cotidiano? o que nos faz entrar na luta? até mesmo em o que nos faz realizar esses estudos?
Não nos tornamos revolucionários porque alguém nos provou em alguma fórmula exata que a revolução é possivel, o maior reaça pode acreditar que a revolução é possível, apesar de dificilmente admitir isso, nos tornamos revolucionários por que passamos a ver a causa revolucionária[1] como justa, e por isso mesmo bela, muitos podem ver isso como uma dose de idealismo burgues, bom com os que acham que a defesa da liberdade é um preconceito burguês acho melhor nem debater, porém a meu ver essa concepção é extremamente elitista, daqueles que vem a beleza, a arte, a paixão só nos feitos da burguesia, pois bem basta passar algumas horas entre o povo (e por povo eu quero dizer essa grande massa dos campos e das cidades que é oprimida diariamente) para notar que muitas vezes os homens e as mulheres dessa imensa casta popular tem uma capacidade de sonhar muitas vezes muito maior do que um imbecil diplomado com uma grande conhecimento de artes, e esses sonhos, essas paixões, podem ser extremamente realistas mas como diz De Jong o que essa casta de intelectuais não percebe é que o céu dos pobres, é um céu muito modesto.
Bom, eu, como a maioria da minha geração (com a exceção de algumas regiões), nunca vivenciei uma possibilidade revolucionária, mas já vivenciei algumas pequenas vitorias imediatas, e como é bom! viver o companherismo real ainda que não entre boa parte da população, com um setor do povo, de poder saborear por um instante o tempero do prato que almejamos para as gerações futuras, imagine uma possibilidade revolucionaria de fato onde já podemos ver e saborear uma boa parte daquilo que sempre desejamos.
Esses dias zanzando pela internet encontrei essa frase, estava creditada a Marilena Chaui, apesar de não ter opiniões das mais simpáticas sobre a autora, a frase me chamou atenção, e acredito ser um bom conselho.
Pra mim o processo revolucionario (entendendo ele como um acirramento da luta "explorados x exploradores") não tem em si um grande caráter de paixão, porém nós, revolucionários, como um conjunto de individuos não podemos negar nosso caráter apaixonado que nos move e como isso muita vezes se transporta pra nossa vida sentimental.
Apesar de diversos setores da esquerda (mesmo da revolucionária) negarem seu caráter romântico e se pretenderem puramente ciêntificos, não conseguem esconder esse lado, nem com os maiores esforços que fazem nesse sentido, ora, todos nós queremos ter aquela sensação do impossivel se tornar cotidiano, das explosões do espirito como chamou Osugi Sakae, isso não significa limitar a luta nesse aspecto, também a é claro que o estudo criterioso da sociedade atual e da que almejamos é necessario, mas a qeustão é o que nos move de fato no cotidiano? o que nos faz entrar na luta? até mesmo em o que nos faz realizar esses estudos?
Não nos tornamos revolucionários porque alguém nos provou em alguma fórmula exata que a revolução é possivel, o maior reaça pode acreditar que a revolução é possível, apesar de dificilmente admitir isso, nos tornamos revolucionários por que passamos a ver a causa revolucionária[1] como justa, e por isso mesmo bela, muitos podem ver isso como uma dose de idealismo burgues, bom com os que acham que a defesa da liberdade é um preconceito burguês acho melhor nem debater, porém a meu ver essa concepção é extremamente elitista, daqueles que vem a beleza, a arte, a paixão só nos feitos da burguesia, pois bem basta passar algumas horas entre o povo (e por povo eu quero dizer essa grande massa dos campos e das cidades que é oprimida diariamente) para notar que muitas vezes os homens e as mulheres dessa imensa casta popular tem uma capacidade de sonhar muitas vezes muito maior do que um imbecil diplomado com uma grande conhecimento de artes, e esses sonhos, essas paixões, podem ser extremamente realistas mas como diz De Jong o que essa casta de intelectuais não percebe é que o céu dos pobres, é um céu muito modesto.
Bom, eu, como a maioria da minha geração (com a exceção de algumas regiões), nunca vivenciei uma possibilidade revolucionária, mas já vivenciei algumas pequenas vitorias imediatas, e como é bom! viver o companherismo real ainda que não entre boa parte da população, com um setor do povo, de poder saborear por um instante o tempero do prato que almejamos para as gerações futuras, imagine uma possibilidade revolucionaria de fato onde já podemos ver e saborear uma boa parte daquilo que sempre desejamos.
Por falta de uma já vivenciei algumas grandes paixões, e não é muito diferente, só o é sentido de que é mais fácil poder ter possibilidades de concretizar de fato aquilo que se almeja, mas a sensação, de querer estar junto, de tocar a pessoa, sentir seus labios contra os meus, de não saber mais de quem são as pernas entrelaçadas, de quem é o suor que se mistura na cama, o calor da outra pessoa, a empolgação abobalhada, a sensação desse companheirismo entre iguais, diferente por essencia, mas igualmente importante ao companheirismo militante, esse laço vivo que não tem por criterio nada mais que a vontade de ambos os lados, a sensação em si é muito parecida.
Uma vida sem uma dessas duas situações pode ser incompleta (para um revolucionário obviamente) mas uma vida que não tenha nenhuma das duas, talvez não valha a pena ser vivida.
[1]trato por "causa revolucionária" a vontade de realizar uma tranformação social profunda em busca de uma sociedade mais justa.
Ouvindo David Rovics "A Kiss behind the barricades" xD
Uma vida sem uma dessas duas situações pode ser incompleta (para um revolucionário obviamente) mas uma vida que não tenha nenhuma das duas, talvez não valha a pena ser vivida.
[1]trato por "causa revolucionária" a vontade de realizar uma tranformação social profunda em busca de uma sociedade mais justa.
Ouvindo David Rovics "A Kiss behind the barricades" xD
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